Espondilite Anquilosante: quando a dor na coluna tem origem inflamatória

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que afeta principalmente a coluna e as articulações sacroilíacas, localizadas na transição entre a coluna e a bacia. Diferente das dores mais comuns, causadas por esforço, má postura ou desgaste, essa condição está relacionada a um processo inflamatório crônico.

Um dos principais sinais de alerta é a dor inflamatória na coluna, que costuma aparecer em pessoas mais jovens, geralmente antes dos 40 anos. Por isso, a dor lombar em jovens que persiste por semanas ou meses não deve ser ignorada, especialmente quando apresenta um padrão diferente da dor mecânica comum – dor, mesmo que leve, que ultrapassa 2 semanas não deve ser ignorada!

Na espondilite anquilosante, a dor tende a piorar durante o repouso e melhorar com o movimento. Muitos pacientes relatam desconforto mais intenso durante a madrugada ou ao acordar. Outro sintoma muito característico é a rigidez matinal na coluna, que pode durar mais de 30 minutos e melhorar ao longo do dia, conforme a pessoa se movimenta.

Esse padrão é importante porque ajuda a diferenciar a espondilite anquilosante de outras causas de lombalgia. Enquanto uma dor mecânica geralmente piora com esforço e melhora com descanso, a dor inflamatória costuma seguir o caminho oposto: incomoda mais após períodos de inatividade e melhora com exercícios leves e movimentação.

O diagnóstico da espondilite anquilosante envolve uma avaliação clínica detalhada, análise do histórico do paciente, exame físico e exames complementares. Entre eles, podem ser solicitados exames de sangue para avaliar marcadores inflamatórios e a presença do HLA-B27, um marcador genético que pode estar associado à doença. No entanto, é importante destacar que o HLA-B27 não confirma o diagnóstico sozinho: ele precisa ser interpretado junto com os sintomas e os exames de imagem.

A ressonância magnética das articulações sacroilíacas pode ser importante para identificar sinais precoces de inflamação, mesmo antes de alterações aparecerem em radiografias simples. Quanto mais cedo a doença é reconhecida, maiores são as chances de controlar a inflamação, preservar a mobilidade da coluna e evitar limitações futuras.

O acompanhamento da espondilite anquilosante costuma envolver o reumatologista, mas o cirurgião de coluna também tem papel importante no diagnóstico diferencial. Isso porque muitas dores inflamatórias podem ser confundidas com hérnia de disco, desgaste lombar, contraturas musculares ou outras alterações da coluna.

Em fases mais avançadas, quando há rigidez importante, deformidades ou alterações estruturais, a avaliação com um especialista em coluna se torna ainda mais relevante. O objetivo é entender se a dor vem de uma condição inflamatória, de uma alteração mecânica ou de uma combinação de fatores.

Se você sente dor lombar, principalmente em pacientes jovens, rigidez ao acordar, dor que melhora com movimento e piora com repouso, é importante buscar avaliação especializada. Esses sinais podem indicar uma dor inflamatória na coluna e merecem investigação adequada.

O Dr. Guilherme Costa, cirurgião de coluna, realiza uma avaliação criteriosa para diferenciar dores mecânicas, degenerativas e inflamatórias da coluna, ajudando o paciente a encontrar o caminho correto para o diagnóstico e tratamento.

Agende uma consulta com o Dr. Guilherme Costa, cirurgião de coluna, e investigue a causa da sua dor na coluna com precisão e segurança.

Dr. Guilherme Costa

Ortopedia e Traumatologia
Cirurgia de Coluna

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